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La la land.

Lá la land

Por onde começar…

Que tal uma canção?

Eu admito, não sou nem de perto um grande fã de musicais, para mim, quando alguém começa a cantar do nada é ruim. Simples assim, quebra a imersão do filme, diálogos e dispersão de descrença. No momento que o filme começou, várias pessoas em seus carros saíram e começaram a cantar aleatoriamente, eu quase saí do filme. 

Iniciando com teor tão negativo, a mensagem que passa, imagino eu, e de que odiei o filme ou não achei tudo isso. ERRADO. Eu fiquei encantado com esse longa, exatamente por isso tudo que falei. La la land me fez repensar meus conceitos sobre musicais.

Devo dizer que o filme não é sobre cantar necessariamente, envolve sim músicas, mas é algo tão orgânico na obra. Não consigo pensar em contar essa história sem os números musicais e a bela trilha sonora de Justin hurwitz.

A história em si, é uma típica história de amor em Los Angeles (Por isso o La). Terra dos sonhos, onde dois jovens artistas
 estão à procura dos seus. Mila,
 Interpretada por Emma Stone, uma atriz em busca de um papel em Hollywood enquanto trabalhar na cafeteria dos estúdios Warner. Sebastian, interpretado por Ryan Gosling, é um puro amante do jazz, querendo ter seu próprio clube de música soul. A química entre os dois é inteligível. Posso dizer que se aproxima muito da Emma com o Andrew em “homen-aranha“. Ambos estão incríveis no longa, quero destacar mais a Emma, que venceu o Oscar na época, ela traz uns apertos no peito em certas cenas; uma alegria sensível; vazio melancólico; comédia corporal. Passar aquela sensação de tentar várias vezes e fracassar e não está aguentando mais, Incrível. Uma das minhas atrizes favoritas, ainda vai passar muitos filmes dela aqui.

O desenvolvimento é leve, quando se percebe por si, está a torcer pelo casal e imerso na proposta. Grande parte do filme é tocada, isso sensibiliza e constrói uma atmosfera na qual muita coisa não é falada. Entende-se por meio da trilha. Iguais aos filmes mudos do início do século passado. Os personagens têm personalidades, conseguimos saber o que querem, por que querem e como querem. Além de medos e temores. Há constante evolução neles. Apesar do filme não fazer muita questão de situar exatamente a timeline do filme.

Direção é um grande ponto a ser destacado. Existe um make off, até famoso, de uma cena e o trabalho do operador de câmara nela. Absurdo. Você jura de pé junto que tem edição, porém não, são apenas dois caras e os atores. É só um pequeno pedaço para demonstrar o tamanho do todo. Grande trabalho do Damien Chazelle. A direção de arte e fotografia é outra coisa muito linda, muito deslumbrante. Os enquadramentos, a composição de cores, as cenas. Lindo. A cena deles na casa com aquela luz neon verde é para admirar. Parabéns ao Linus sandgren e aos outros membros.

Falando um pouco mais do final do filme. Ouso a dizer que é o momento de “Punch“, o soco do roteiro. No início do texto, eu disse que era uma típica história de amor, certo? Para mim, se desdobrava assim a história. Contudo, ela se encaminhou para um lado mais realista e relacionável. Até triste, bem triste, aliás. O longa, de maneira sádica, ainda mostra a vida da Mila e do Sebastian juntos, quase como o final de “500 dias com ela“. O piano, o bendito toque que permeia os dois, de novo parabeniza a imagem e o som. A ambiguidade da felicidade pela realização dos sonhos dos personagens e a tristeza pelo fim do casal. Faz sobrar ao público apenas a reflexão, a amargura do doce relacionamento que não se concretizou. La la land explode aqui, como filme em termos de cidade. Torna-se o caminho, a trilha, a rua de quem busca sonhar, pois essa é a realidade que pode ser vivida em qualquer lugar.
Deixo meus sinceros 9.1 

P.S: Um grande balançar de cabeça negativo para o vendedor de melhor filme, moonlight, em 2017.

Religião, o cabelo da alma.



  Bom, primeiramente queria destacar que é algo mais antropológico, ao meu ver. Acho que a religião é algo que tem muito mais a ver com nós, humanos, do que com qualquer outra divindade. Prova disso são as diversas manifestações religiosas que diferentes povos criaram ou seguem; outras morreram e outras cresceram. Ou seja, mesmo em tempos primitivos de comunicação, cada um, em determinado local, desenvolveu isso em diferentes circunstâncias, compartilhando a única coisa em comum: um grupo de pessoas.

  Colocando isso em contexto, você pode entender como a “religião” é uma manifestação muito humana, recheada de diversos tipos de sentimento: amor, esperança, conforto, conflito, medo, confiança, tristeza, raiva…

  Entendendo tal fato, eu imagino a religião como uma extensão natural do lado espiritual e cultural, envolvendo família, os lados sociais e especialmente, o indivíduo.

  Sob outra perspectiva, é quase uma vontade herdada. Milhares de anos atrás, indivíduos se encontraram em um dogma, e com o passar dos anos outras pessoas foram se compadecendo e se identificando. Um exemplo sou eu mesmo — alguém à parte dessas coisas — que, por escolhas aleatórias, criei um estilo de vida que, quando fui pesquisar, descobri que era quase exatamente igual a um lado do budismo. Ou seja, no passado, alguém encontrou um “estilo de vida” e passou adiante, com o qual eu me identifico hoje.

Concluindo: religião é uma extensão de um indivíduo que, por motivo de família, amor, identidade social, conforto… assume uma para si.

Exemplificando: um católico e um umbandista talvez não tivessem uma relação amorosa plenamente confortável, mas se eles enxergassem que suas religiões são como se fossem seus cabelos — uma extensão da sua humanidade, sem a presença direta de divindades — eles conseguiriam se relacionar e até entender um ao outro. A grande problemática é o “Fla-Flu” que tudo isso virou. Uma disputa pra ver quem é o maior e o melhor, destruindo e distorcendo as coisas.

Pior: levando a um lado extremo, uma coisa que nenhuma religião foi feita para ser.

Scott pilgrim vs the world.

Scott pilgrim vs The world

Muito provavelmente, eu não consiga expôr o sentimento e as ideias que tenho sobre o filme. Vou tentar ao máximo, mas é difícil.
O fato dele ter sido lançado (2010) antes mesmo que eu tivesse 10 anos, obviamente, traria uma lembrança nostálgica para a análise. Pois bem, isso não ocorreu. Eu não vi até 1 ou 2 anos atrás. Mesmo assim, sinto uma forte conexão com o longa como se tivesse visto na época. Isso por si só mostra um certo nível de complexidade que há nessa relação que só existe com o filme.

Pensando há um tempo, acho que os atores são parte desse sentimento. Especialmente o Michael Cera, que fez Super Bad, um puta filme nostálgico. Mary Elizabeth Winstead que foi e ainda é uma grande paixão platônica de uma versão adolescente minha, talvez até hoje. Foi a vilã de Sky high, novamente outro filme que abraça uma lembrança afetiva. Fora outros como a Brie Larson e o Chris Evans. As roupas são um ponto a ser destacado também, existe, na verdade, todo um suco do final da década de 2000 presente.

O filme em si é um conforto muito grande à mente, como se fosse uma conversa acolhedora. Esse é o meu sentimento primário em relação ao longa. Parece que tudo se comunica extremamente bem comigo. A edição sagaz, estilosa, rápida, porém ritmada é sensacional. Cara, assim, o filme parece desconectado da sua década, pois nesses quesitos ele não envelheceu nada e vai demorar muito, muito mesmo para chegar nesse rótulo. Além das coreografias, cenas lindas, músicas, Edgar Wright estava incandescente. Possivelmente, apenas os efeitos visuais serão datados a médio prazo, mas ainda assim, eles têm um ar tão charmoso que não atrapalhará a experiência.

  Adentrando a história, o longa aborda o tema relacionamentos como cerne. A figura da Ramona flowers é a figura que busca o momento, que vai embora como a sensação de hidratar-se, sente sede, bebe e segue a vida. Ela não é apenas isso, tal definição representa mais um passado não muito distante. A busca por paz, novos ares e um novo tipo de relacionamento fazem parte também da personagem.

  O Scott, não diria que é melhor, acho que é até pior, já que foge dos seus relacionamentos passados sem reconhecer seus erros. Perseguido sempre o outro, o próximo. Até o término com a Envy Adams, fez aflorar uma insegurança que já estivesse ali, ressoando futuramente na Knives Chau.

   Ambos não são mocinhos inocentes, mas levo para mim que eles, após todo o enredo do filme, são pessoas diferentes das que citei anteriormente. Eles não diferem da realidade, alguns ou possivelmente a maioria de nós, iremos ou fomos magoados por não estarmos prontos realmente para amar ou sermos amados da forma correta.

Scott pilgrim vs o mundo não fez uma bilheteria alta, nem se pagou, na verdade. A repercussão não foi grande na época, apesar de as HQs de Bryan Lee O’Malley já serem um verdadeiro sucesso. Enfim, os anos fizeram o reconhecimento à qualidade do filme aparecer e a criação de um clássico cult surgir. Sem contar na música “Black sheep” cantada pela Brie Larson que também cresceu bastante, a ponto de hoje os fãs pedirem para ela tocar em algumas lives que faz. Fico muito feliz com tudo isso, pois é merecido com 100% de certeza.

Deixo uma nota 9.4

Cidade baixa.

Cidade baixa (2005).

Particularmente, eu acho incrível como um país noveleiro ou amante da dramaturgia não liga para seu cinema nacional. Sem nacionalismo, só uma reflexão. Algo triste, a meu ver, pois falta incentivo na área e inclusive desperdício de vários talentos.

Por sorte, mesmo com empecilhos, surgem grandes atores para o Brasil se orgulhar. Dentre esses, o filme reúne três deles de uma só vez.

Naldinho, interpretado por Wagner Moura, e Deco, interpretado por Lázaro ramos, fazem entregas pela costa brasileira com seu barco para sobreviver. Além de serem colegas de trabalho, também são grandes amigos desde a infância. Ou pelo menos eram até conhecerem Karinna, interpretada por Alice Braga, uma garota de programa buscando sair do seu estado. 

O cerne do longa é basicamente esse, um triângulo amoroso quente tanto na cama quanto nos nervos. No início de tudo, os grandes amigos nem sequer pensavam em brigar por uma mulher. Entretanto, com o passar do tempo, isso tudo muda drasticamente. Tanto que a grande cena final são os dois, Naldinho e Deco, brigando ferozmente na rua, quase se matando.

Com um roteiro “realista”, simples de certo modo, o destaque vai com certeza para os atores. Não consigo parar de pensar que, se o filme fosse feito com outras pessoas, chegaria somente a um nível mediano, talvez nem chegasse perto disso. São de fato os destaques da sua geração, que eram à época boas promessas. Lázaro, Wagner e Alice Braga te engolem em poucos minutos de filme e te mastigam até o final.

O diretor Sérgio Machado fez seu primeiro trabalho aqui; por isso, dá para perceber uma certa inexperiência. Porém, longe de ser uma estreia ruim. Um bom destaque é o “contexto“, os cenários aos quais os personagens estão inseridos. Locações, prédios e ambientação. Bem cru e relacionável.

Um filme ótimo, para ser apreciado. Não como um longa geracional, mas como um excelente expoente de um país pobre em aproveitar seu cinema. Recomendado para aqueles que fogem do preconceito “filme nacional” que tanto crítico e discordo.
7.9

O lagosta.

O Lagosta (2015)

Esse filme é bem estranho (risos). A justificativa para isso, a meu ver, se dá pelo fator realidade aumentada. Realidade? Para aqueles que viram ou não, pode soar esquisito esse adjetivo.

Pois bem… Em um futuro próximo, uma lei proíbe que as pessoas fiquem solteiras. Qualquer homem ou mulher que não estiver em um relacionamento é imediatamente preso e enviado ao Hotel, um lugar onde terá 45 dias para encontrar um parceiro. Caso não encontrem ninguém, essas pessoas são transformadas no animal de sua preferência e soltas no meio da floresta.

Essa é a sinopse do filme, reforçando a divergência de adjetivos que tinha falado anteriormente.
O contexto é de suma importância. “Realidade” a que me apego é nada menos que o dilema social dos solitários com os casais ou a concepção deles. O filme pega essa pequena distorção em nossa sociedade e satiriza em cima dela.

David, interpretado pelo Colin Farrell, acaba de perder sua esposa e parando no tal hotel. No local é oferecido tudo, contanto que a pessoa cumpra o que veio fazer a tempo. Mas a estrutura em si soa superficial, triste, sem o sentimento correto e apressado. Como um aplicativo de relacionamento no formato físico. Os casais são vangloriados, como exemplos a serem seguidos. Entre os hóspedes, há àqueles que temem perder sua humanidade nos últimos dias, então fogem, virando caça para os seus colegas de hotel. E os que têm êxito na fuga viram selvagens, vivendo na floresta com sua “solidão”. Algo importante. Não é falado, mas dá a entender que os relacionamentos só podem dar certo se houver muita similaridade entre ambos. Tanto que há cenas envolvendo esse conceito.

Tudo isso não é palpável, certo? Não tem nada a ver com a nossa realidade, correto? Não. Basta pensar no estigma que pessoas que não se relacionam têm. Alguém com 40 anos e nunca foi casado. Imaginamos os vizinhos falando bem dessa pessoa, muito provavelmente não. Até ocorra algum tipo de suspeita pejorativa, como se fosse um “selvagem”. Fora os aplicativos de relacionamento que já havia falado. Sem contar também que casais têm certo status quo. Basta olhar a importância dos casamentos, locais, planos, estilo de vida e visão parental voltada para isso. Para quem tem tias, como não lembrar do “e as namoradinhas(os)?”

Adiante no filme, David acaba fugindo do hotel após uma tentativa de relacionamento fracassada. Ele acaba indo parar na floresta. Encontrando um grupo de pessoas, logo entende que relações interpessoais são proibidas ali. Obviamente, David acaba se apaixonando por uma selvagem, interpretada por Rachel Weisz.

O “ódio ao casal” existe lá e aqui. Não estranhe ver alguém feliz com um término. Pregando que a eterna solitude é a solução, que a independência é o caminho das pedras. Entretanto, me arrisco a dizer que, se permitir amar alguém, nem uma lei imponente irá forçar todas as pessoas a essa direção. Pois os trajetos para os corações são em formatos diversos e infinitos.

Como comentei outrora, uma sátira, o longa pega e faz uma caricatura desses pequenos dilemas. Extravasando, levando para os extremos para gerar a comédia. Ocasionando cenas de vergonha alheia (risos).

Por fim. A selvagem acaba perdendo a visão, deixando um final aberto. Já que David vai ou não se cegar para acompanhar sua amada, para assim terem mais similaridades. Pois um casal perfeito é isso: igual.

Excelente alegoria, torna o entendimento do filme mais fácil quando se nota isso. Caso não se ligue, com certeza terás dificuldade para compreender a obra. O que pode se dizer um ponto fraco nesse outro ótimo filme do diretor Yorgos Lanthimos.
8.2

Clube de lutas de meninas.

Clube de luta de meninas.


Um filme “inteligente” rico em roteiro, direção e atuação são maravilhosos de assistir. São esses tipos de filmes que criam cinéfilos ou críticos amantes dessa nobre arte. Todavia, há filmes que simplesmente existem para desligar o cérebro, esses, a meu ver, são os que criam uma certa relação mais afetiva conosco. Tanto que sentimos falta desse tipo de produção depois de um certo tempo sem ver. Isso ocorreu comigo hoje em questão.

Aí surge: Clubes de luta de meninas, na tradução para português, que não tem nada a ver com o título original. Imagino que fizeram tal tradução pensando nas semelhanças com o filme Clube da luta (1999), que o longa brinca tanto.

Esses besteirol despretensioso 
é basicamente a história de duas grandes amigas homossexuais, que buscam numa mentira, um boato espalhado após uma confusão, a criação de um clube de lutas para mulheres, com fins de pegar as mesmas.

A ideia desse roteiro por si só já atiça sua curiosidade, as protagonistas são interpretadas por Rachel Sennott e Ayo Edebiri, que faz a Sidney em “the bear“, são ótimas atrizes para comédia. Fora alguns outros atores, com seus destaques. Não existe a invenção da roda aqui, alguns clichês você nota chegando a 5km de distância, mas de uma maneira quase sem noção. O filme cumpre realmente a tarefa de “desligar o cérebro” com honras. Ao decorrer do longa você acaba adentrando nas intrigas e personagens se divertindo e questionando-se sobre o que está vendo (num bom sentido, às vezes não). Não ofende ninguém, principalmente o espectador, divertido-o. Com um clima de ensino médio nos anos 80’s, porém contemporâneo, criando cenários bem charmosos e atrativos.

Clube de lutas para mulheres com certeza foi uma diversão momentânea para apreciar um bom e velho besteirol para jovens e adultos. De forma fácil e com alguns temperos que o deixa singular.

Deixo uma nota de 6.9

Ela é demais pra mim.

Ela é demais pra mim.


Num geral, o gênero “comédia romântica” tende a ter suas histórias muito parecidas. Famosos por seus clichês icônicos, como, por exemplo, a ida até um aeroporto para impedir que sua amada vá embora, entre várias outras. Entretanto, há histórias que, dependendo do diálogo entre o filme e o telespectador, valem muito apena.

  Ela é demais pra mim, traduzido de maneira até “ok“, porém sem a graça e um certo peso do original, algo como Ela está fora da minha league. Conta a história Kirk, um membro da segurança do aeroporto, sem muito prospecto nesse emprego. Além de ter vivido um único relacionamento a vida inteira com uma mulher, que o largou a mais de um ano. Ele vive tentando reatar esse tal “namoro” enquanto convive com seu grupo de amigos que conhece desda infância.

O plost do filme se inicia quando o mundo de Kirk muda por completo, quando uma jovem mulher belíssima e bem sucedida se interessa por ele.

A concepção de beleza é irracional e totalmente relativa. Porém, a ideia de que alguém, principalmente mulher, fosse gostar de alguém na média em vários quesitos e de certa forma até feio, gera o núcleo principal do filme. Essa diferença, muitas vezes até monetária, geram o lado cômico e também os questionamentos que o longa trás.

A interação entre Molly e Kirk não tarda a começar, algo muito agradável de presenciar, não sei se devido à comédia ou um roteiro simples, porém bem executado. O fato é que a química entre eles é algo que compramos sem dificuldade. A grande questão, até já falada, é que como alguém como a Molly pode se interessar por alguém como Kirk, um, entre aspas, fracassado.

Gosto que o filme mostra como o protagonista, apesar de tudo que é falado e mostrado dele, é um homem do bem, gentil e bastante gente boa. Um cara legal, que faz até nós, o público, querer ser amigo dele. Todavia, infelizmente, um grande amigo e sua família vivem reforçando de forma recorrente como ela é uma nota 10, enquanto ele é no máximo um 5.

Chega um determinado momento que todo essa questão envolvendo a distância, em vários sentidos, entre Molly e Kirk chega ao ápice, junto a uma explosão de insegurança e falta de autoestima de Kirk. Acabando em uma briga entre eles. Molly acaba revelando que vem de um relacionamento, segundo ela mesma, fútil, baseado totalmente na beleza, inclusive ainda foi traída. Por isso, quando avistou Kirk, viu alguém “seguro“, alguém que provavelmente não faria o mesmo que seu ex.

A grande “lição” do filme é bem óbvia, mas como ela é feita, especialmente no final, deixa aquela sensação agradável. Retomando ao início do texto sobre clichês, era inegável que alguém ia parar no aeroporto e aqui foi a Molly, com a ajuda do amigo que falava que ela era boa demais para o Kirk. Essa mudança de alguns personagens vem claramente quando eles resolvem aceitar quem eles são, parando de ligar para as aparências.

Ela é demais pra mim, tem uma história simples, personagens simples, conceito simples. Um longa simplório e extremamente agradável para àqueles que buscam um bom e velho clichê de comédia romântica, com algumas risadas e leves reflexões.
Deixo minha nota 7.3

Garota exemplar.

Garota exemplar.

Existe um motivo para alguns diretores terem um certo “carimbo” de qualidade. Eles têm sustância nas suas obras e principalmente constância. David Fincher está nesse hall seleto, e eu posso provar.

Garota exemplar, para o grande público, não é tão conhecida ou aclamada. O que é um erro, mas não vou entrar nessa questão. Ele é um Thriller, ou seja, um suspense.

Nos primeiros minutos do filme, Amy, interpretada por Rosamund Pike, desaparece. Seu marido, Nick, interpretado por Ben Affleck, preocupado, busca ajuda das autoridades. Como dito anteriormente, é um suspense, imaginamos que a tal apreensão estará nessa busca de um marido por sua amada esposa. Contudo, nesses primeiros minutos já é mostrada uma certa rusga ou momento conturbado entre o casal. Após os inícios das buscas por Amy, criou-se uma grande repercussão na mídia nacional e na comunidade. Ao mesmo tempo, há várias sucessões de coisas estranhas envolvendo seu marido e sua vida íntima.

Trazendo para a realidade, casos assim tendem, com uma porcentagem até grande, a envolver o marido como culpado. Feminicídio é algo presente na sociedade. O roteiro sabe disso e brinca deliciosamente com tal fato. Nick passa um ar de rancor, uma postura física assustadora enquanto você nota que tem algo sendo escondido. O filme é muito claro nas suas intenções de te fazer duvidar do protagonista masculino.

Pois bem, aí chegamos à mudança do filme. A construção, talvez, de um dos maiores medos de qualquer um. Conhecer ou conviver com sociopata/psicopata.
O plost muda e acompanhamos Amy. Mais viva do que nunca, planejando incriminar seu esposo, por pura vingança. Já que o estado onde moram tem pena de morte, caso alguém seja condenado por assassinato. Admito, eu já estava ciente dessa surpresa do filme, contudo isso não estragou a experiência. Pelo contrário, me fez observar outras coisas, que futuramente vou entrar em detalhes.

O filme se passa entre 2005 e 2012. A falta do mundo hiper-conectado, influencia você a acreditar, pelo menos comigo, que alguém poderia, se estudasse muito, criar um cenário para culpar alguém. Enfim, Amy justifica seus atos dizendo que sim, ela foi assinada. No momento em que se conheceram, ambos eram diferentes. Outras pessoas praticamente. Após perderem seus empregos, Nick, a mãe e Amy dar o dinheiro que tinha investido para seus pais e irem para um lugar mais pacato. Os dois mudam, sua relação se altera, viram algo que zoavam. Duas pessoas que não se falavam, sem desejo, trancados a uma imagem do que já foram um para o outro. Enquanto Amy se sujeitava a coisas, cadê vez menos ela, até a gota d’água sendo o adultério.

Todo o planejamento de Amy dá errado quando ela é roubada e vê-se na situação de pedir ajuda. Coisas acontecem e Amy volta para seu marido toda ensanguentada, após matar quem lhe ajudou. Alegando que tinha sido sequestrada, uma balela. Nick, ao longo do filme, descobre quem é sua esposa. A bela mulher, por sua vez, sempre soube quem era seu companheiro.

Novamente errados, pois esse é um bom roteiro. O suspense, creio eu, se dá pelo fato de existir alguém tão perspicaz e maldoso. Num mundo cada vez mais voltado para a “imagem”, aqueles que sabem manipular, mentir, construir cenários ao bel-prazer. A existência de alguém assim é com certeza aterrorizante. Rosamund Pike demonstra tudo isso, além de controle, sensualidade e instigação do medo como poucas. Incrível. Para mim, o grande destaque de atuação no longa.

Criar holofotes, manter reputação, construir aparências e manter falsas também é o verdadeiro cerne do filme. Posso exemplificar isso pegando uma frase da Amy para o Nick.
— “O momento em que melhor sentiu-se bem consigo mesmo, foi quando tentou ser o homem que me agrada”.

Deixo meus 8.4 a esse filme excelente, outro de David Fincher.

Princesas momonuske.

Princesa mononoke. (Ghibli)

O anime retrata uma era antiga no Japão, onde ainda existiam os espíritos dos deuses, principalmente nas florestas.

A história começa com uma criatura horrenda saindo das árvores e atacando um vilarejo próximo. O príncipe do local busca acalmar a fera e acaba sendo amaldiçoado, em seguida acaba matando o espírito corrompido. Dando início a sua jornada, buscando a cura para a sua maldição no habitat de origem do espírito, do outro lado do país.

De início você querendo ou não é levado por esse misticismo da história, a curiosidade gerada é quase constante não só pela história do príncipe Ashitaka, mais também pelo mundo que há ali.

Chegando ao norte do Japão, o príncipe acaba se vendo em uma briga entre um vassalo e uma senhora do aço (Lady Eboshi). Esse conflito em si não é muito explorado, o que eu acho um acerto, porque o verdadeiro conflito se dá pelo homem, espíritos, animais e a floresta na totalidade.

Não existe plena maldade ou plena bondade em um ser pensante, Lady Eboshi, a “vilã” do longa e na minha opinião a personagem mais cativante e interessante do enredo. Sua bondade é retratada por seus subordinados, o seu entorno é alegre, satisfatório e todos a reconhecem. Sua metalúrgica, apesar de ter sido criada matando parte da floresta e guerreando-a com ela por causa disso, não faz o lugar construído ruim. Pelo contrário, é um lugar justo à frente do seu tempo. Eboshi é ambiciosa e quer mais, mas também é gentil; ela faz armas, mas não a vira para pessoas inocentes. Sua simples humanidade divisível cativa.

Sua rival, Mononoke, uma garota deixada para morrer por seus pais enquanto fugiam, foi pega e criada pelo espírito Moro. Um espírito importante da floresta, a jovem luta para expulsar Eboshi do local com sua mãe, irmãos e mais outros animais. Apesar do filme levar seu nome, para mim mononoke não brilha tanto, apesar do seu visual lindo, ela vive a própria dualidade entre odiar os humanos e ser um deles, ao mesmo tempo, se considera um animal e não ser aceita pelos próprios.

Ashitaka transita entre esses núcleos mostrando o lado de cada um enquanto busca sua cura. O jovem, apesar de novo, imagino eu que seja uma representação da consciência, pois sempre tenta, independente do lado, ajudar. Existe um romance sútil, com poucas palavras e cenas entre Ashitaka e mononoke, acrescenta um certo doce e boas variações ao roteiro no meio do filme que é um pouquinho arrastado.

O clímax final vem com a “morte” do principal espírito da floresta. Nesse terceiro ato da animação percebi, talvez, a principal nuância do filme. A floresta vive, por que não a tratamos de tal forma? Esse foi o questionamento do filme. Entretanto, faço outra pergunta. O que realmente adiantaria tratar a floresta como um ser vivo? Quando à nossa volta existem pessoas e animais escanteado por aí. Sendo extintos, caçados, presos, abandonados… Imagino que para responder à primeira pergunta ainda há um longo caminho a trilhar, não para valorizar mais a floresta, mas sim, como apreciar realmente uma vida.

A história, apesar de não ser “nova“, na verdade, é bem repetitiva; Pocahontas, Avatar, Dança com lobos… só para citar alguns. O lado oriental com o diretor Hayao Miyazaki traz um lado místico lindo, com animação incrível, personagens com personalidades. Sem contar a trilha sonora muito sensível e aguçada.
Deixo minha nota:
7.9

Barbie. ( filme)

Barbie.

   Certos filmes tem seus públicos alvos, como, por exemplo: filmes infantis ou filmes para maiores de idade. Isso é recorrente ao longo do ano, estúdios produzem longas para um certo público ou visando alguns grupos sociais. Barbie é um excelente expoente desse tipo de produção. Apesar de passar da casa do bilhão em bilheteria, muito se deve ao fenômeno de marketing digital barbenheimer, ele tem claramente um alvo: mulheres entre 12 a +50 anos. Só é possível ver Barbie se estiver nessa audiência, claro que não, obviamente dá, entretanto, por questões culturais é realmente difícil entender certas questões que o filme quer passar. Além de dar algumas explicações que quebram o ritmo, justamente para tentar explicar para outras audiências.

   O longa se inicia no barbie world, onde vivem várias versões da Barbie e do ken. Lá as principais funções, premiações, trabalhos e casas pertencem às Barbies. Um mundo que brinca com sua temática (casa de boneca), o famoso tosco de propósito, deixa as coisas leves e engraçadas.  

   A grande questão do filme se inicia quando a Barbie estereotipada começa a ter pensamentos sobre morte e começa a virar humana aos poucos, em seguida vindo para cá, o mundo real. Os grandes dilemas que o longa aborda estão nesse choque de mundos diferentes, o próprio filme denomina tal discordância como mundos invertidos. Com isso, além dos embates socioculturais, também há excelentes cenas cômicas e reflexivas aqui, para mim com certeza é o apogeu do longa.

  Aqui eu gostaria de refletir como a dominância de gênero em detrimento a outro gera revolta, acho que tanto o mundo real quanto a Barbieland escanteiam uma parte do seu mundo. Claro que temos que levar em consideração o tom crítico/exagerado que o filme mostra isso, porém é algo para se pensar.

  Após presenciar o mundo real e escapar da Mattel, sua criadora, Barbie volta ao seu mundo acompanhada da pessoa que estava a transformando, uma mulher de meia-idade com sua filha. Quando retornam, tudo está diferente, com os kens no controle da Barbie world. O fim do filme é basicamente as Barbies retomando o controle do seu mundo, ao mesmo tempo, tentam dar um pouco mais de poder ao kens, que são bem esquecidos assim como as mulheres no mundo real. Essa semelhança que o longa retrata, para mim, tem quase um viés antropológico. Porque nunca havia reparado o quanto as coisas têm influência masculina, principalmente na visão histórica.

  Por fim, depois dessa jornada toda, a Barbie estereotipada deseja se torna humana, para poder se autor realizar, ser parte das pessoas que inspiram e não as que foram criadas. Um final poderoso, com ajuda da música da Billie eillish, mostra momentos de várias mulheres diferentes ao longo da vida. Um momento muito bem construído, brevemente criado com um discurso pela própria criadora da Barbie para a própria.

  Como disse anteriormente, o filme tem com quem conversar, a ligação que você criar com um longa e totalmente inerente ao assunto que ele retrata e de como você se identifica com ele. Pequenas cenas, diálogos, gestos são impossíveis de serem compreendidos por mim, um homem, como a fala do salto ou o discurso usado para tirar as Barbies do transe. Gosto de traçar paralelos, imaginar alguém caucasiano assistindo a um filme culturalmente afrodescendente, mesmo querendo é quase impossível saber as nuances que o filme retrata para essa pessoa.

  Queria destacar a diretora do longa a Greta Gerwig, que apesar da filmografia pequena, ela vem crescendo naquilo que se propõe filme a filme. Eu vi Lady Bird, um filme com suas críticas, mas bem ok, enxerguei esses trejeitos no filme da Barbie, só que num estágio mais avançado. Esse humor ácido até de vergonha alheia em alguns momentos é incrível, o ambiente criado para o drama. Greta Gerwig é uma nova diretora que merece o destaque que vem tendo, antes mesmo do longa ser lançado eu já estava de olho por conta dela, então fico feliz que estava certo em confiar.

Barbie é um filme bom, apesar de qualquer piada ou um olhar até meio preconceituoso, ele faz aquilo que é proposto e esperado. 
Dou uma nota:
7.5

A vida depois. (Fallout)

A vida depois.

Não estava realmente planejando escrever sobre esse filme. Mas hoje, pela manhã, ocorreu novamente um ataque a tiros numa escola em São Paulo. A primeira coisa que pensei foi justamente nesse filme. A temática está mais fresca possível e acho que preciso mastigar esse tema, especialmente hoje (23/10/23).

Eu sou um apreciador do trabalho da Jenna Ortega, dês de Vandinha, então eu fico de olho em alguns filmes que ele participa. Dentre esses filmes se encontra “a vida depois“. Procurei esse longa e vi rapidamente, nem cheguei a pesquisar sobre o que se tratava a história.

Inicialmente mostra uma jovem, sua irmã e uma família comum num geral sendo apresentada pela manhã. Nada a ser muito destacado, talvez, o estilo despojado da protagonista, mas nada hipnotizante para te prender ao filme. Essa sensação “blasé” que é mostrado cai subitamente por terra quando você ouve o primeiro disparo de arma de fogo. Apesar do escarcéu que fica na cena, gosto da direção no momento, o fato de não mostrar nada deixa tudo mais cru. Pois, imagino eu que a sensação de estar em tal situação é confusa e estressante. Com certeza o apogeu do
filme se encontra aqui, não dos personagens, mas provavelmente em tensão.

A partir desse momento, bases foram quebradas e relações surgiram. Uma busca sensível e agoniante, para àqueles que já viveram o mesmo ou não, vai adiante com a protagonista e sua nova amiga. Procurando, inicialmente, voltar ao “normal“, porém no final do filme percebemos que não vai acontecer essa tal volta. O término do longa tem um grande tom melancólico, pois ao conseguir retomar a vida finalmente. Todo esforço para voltar ao estágio 1, saindo do 0, pode facilmente ser quebrado com uma única notificação no celular.

O filme tem seus acertos, alguns pequenos momentos que realmente senti que estava presenciando um documentário ou desabafo. Entretanto, não são só flores, alguns momentos “cômicos” não divertem e fazem decair um pouco a pauta que o filme quer falar, às vezes também cai em coisas _”série adolescente”_ nada a ver.

Apesar de gostar do nome em português, gosto mais do termo utilizado para o filme em inglês “Fallout“. Entre alguns significados existem: “restos” e “efeito colateral” que conversam sutilmente com alguns elementos do filme. A principal reflexão que fica no todo do filme é o tamanho do estrago, não somente físico, mas psicológico e social que uma pessoa pode fazer ao atacar uma escola. O efeito dominó que essa pessoa cria em vários ambientes familiares diferentes.

A vida depois tem seus momentos, é bem atual, infelizmente, vale a pena dar uma olhada quem sabe no futuro com outra cabeça. Estou curioso para saber como será. Minha nota atual é
6.6

Um dos maiores

Lançado em 2008, WALL-E esse ano completa 14 anos do seu lançamento. Concorrendo entre os melhores filmes produzido pelos estúdios Pixar. Diferente de como é nos dias atuais, WALL-E não teve quase nada de hype antes da sua estreia, ganhou engajamento e notoriedade durante sua passagem pelos cinemas, surpreendendo a muitos. E posteriormente quando adentrou às casas em exibições nas TVs. Tonando-o um mega sucesso entre os jovens e crianças da época, incluindo eu.

Com uma visão bem singular e interessante sobre um futuro onde os humanos estão longe do seu planeta devido ao lixo. Um robô que não fala, só cata, compacta e guarda todos os tipos de resíduos humanos deixados com um único amigo: uma barata. Olhando assim, você chega a pensar “filme infantil?” Mas ele tem elementos e traços infantis, seria muita ignorância reduzir um trabalho dessa qualidade a apenas mais um filme para crianças. Ele te entrega Ficção científica, romance, drama, comédia e todo um excelente trabalho humano que é típico da Pixar. Toda família entende e se diverte, além de criar um certo alerta sobre o sedentarismo, obesidade, desmatamento industrial e soluções fáceis como bônus.

WALL-E deixa um breve marco nas histórias Disney e Pixar, criando uma legião de fãs. E quem pensa que isso é uma crítica ou só uma resenha sobre o filme e muito pelo contrário. Isso é uma carta aberta sobre o carinho que tenho sobre esse filme incrível. Que admito, não vejo a alguns anos. Mas está sempre entre minhas lembranças, até porque vi alguns boas vezes (risos).

Expectativa para ‘o’ jogo.

Essa semana que entra marca o início das semifinais da Uefa Champions legue, um evento anualmente aguardado por várias pessoas, inclusive eu.

Temos dois bons confrontos, mas um é o mais aguardo: Real Madrid X Manchester city. Pep Guardiola tentando ganhar sua primeira Champions após sair do Barcelona, enquanto tenta tirar esse Manchester da fila dos que nunca levantaram uma orelhuda. Para enfim consolidar de vez uma certa “dinastia”, já que é o único título que ainda não levantou com os azuis. Que como seus principais destaques tem como: De Bruyne, Gundogan, Foden, Mahes, Rodri, Cancelo e Ederson. Nessa trajetória entre altos e baixos, jogando muito contra um Sporting com um orçamento bem menor e outra contra o Atlético de Madrid cancelando e criando um jogo dos mais difíceis para se jogar. Agora se vêem contra o “rei de copas”, o maior ganhador do torneio, numa trajetória incrível nessa temporada deixando o estrelado PSG e o atual campeão Chelsea para trás com jogos de tirar o fôlego. Contando com um Vini Jr um pouco mais maduro, ainda não pronto, mas em franca evolução. Um ‘senhor’ de idade chamado Luka modric jogando o seu melhor futebol, Casemiro, cada vez mais se consolidando na história do futebol, é provavelmente o bola de ouro da temporada 21/22 Karim Benzema que vem voando baixo. Ainda há outras menções como: Kross, Rodrygo, Militão e Alaba, é com pouco mais de destaque Courtois.


Minha expectativas são as melhores em relação a esse jogo. Provavelmente teremos no mínimo 2 gols por jogo nessa série. Treinadores fantásticos, vale uma ressalva para o senhor Carlos Ancelotti, que renasceu ou reviveu esse Real que não apresentava um nível de competição assim a algum tempo, desde da saída do maior artilheiro do clube e maior ídolo do século: Cristiano Ronaldo.


Com o primeiro jogo marcado para terça na Inglaterra eu apostaria numa vitória com 1 gol de diferença para o City, mas num geral da série eu acho que o Real passa. Vencendo no Bernabéu, e com a magia que habita lá.

Uma (breve) aleatória opinião sobre Ratatouille…

Numa avaliação simples sobre mim, acho que Ratatouille influência muito a pessoa que sou. Igual a reflexão sobre o filme homem no aranhaverso, ele também se enquadra muito bem nesse tipo de tema. E pra mim existe, além de alguns outros bons temas, um principal: “Qualquer um pode cozinhar”.

Nem sei quantas vezes eu ouvi ou repeti essa icônica frase, há tantos significados nela que nem sei se posso abranger a todos. Primeiramente, o incentivo pra mim ir para cozinha quando mais novo, isso por si só já dava um boa afloração do filme na minha pessoa. Mas ainda tem mais, um toque de humildade, que eu não sei, porém sinto que a frase implica nisso sem intenção. E por último é o mais impactante e importante, QUALQUER UM, esse ponto especificamente é a inspiração e esperança que ela realmente quer passar. Que dá a reflexão para o filme, que novamente, para aqueles que prestaram atenção tem um complemento perfeito com o personagem principal. Assim como o Remy, o longa quer que a gente se veja no personagem principal, e talvez, que busquemos isso. Almejar um sonho que pareça improvável, quase impossível de se conseguir para as nossas condições. Ao mesmo tempo somos o crítico Anton Ego quando não alcançamos algo que queremos. Um ser setico, amargurado com a vida e revoltado, inconscientemente, com o próprio trabalho. Aonde achamos que sabemos de tudo, que já vivemos tudo, que nada dá mais aquele choque de novidade ou prazer duradouro. E por muitas vezes acabamos nós fechando para o mundo, e ele revida também mostrando um lado nada bom…

O Final do filmes e uma reflexão dele mesmo, que sinceramente eu não conseguiria fazer igual. Por isso vou pegar parte do final para concluir o desfecho desse texto. É e o que quero deixar como últimas palavras. “Finalmente entendi o slogan qualquer um pode cozinhar, não quer dizer que todos podem ou devem cozinhar, mas, sim, que um grande cozinheiro pode surgir de qualquer canto”. Isso sem contar os outros pontos do filme que são muito bom. Como o romance, insegurança, medo e ganância. Ratatouille é com certeza um clássico infanto juvenil

Reflexão Homem no aranhaverso…

Laçando em 2018 pela Sony, Homem aranha no aranhaverso veio pra concretizar o conceito “herói”, além de dar a mais pura essência do personagem para aqueles que não haviam entendido nos filmes anteriores. Antes de explicar mais profundamente sobre esses assuntos quero trazer o Batman, sim, o herói da DC comics. Por muito tempo, falando mais sobre mim, ele foi o herói que eu mais gostava e admirava. Eu achava incrível ele ser um mero mortal no meio de deuses (liga da justiça). Porém, será que realmente ele deve ser um herói a ser admirado por tantos jovens que mais e mais vem crescendo? SIM! Contudo não é o que o mundo de hoje necessita em certas pertes. É e aí que entra o homem aranha que também e bem popular, mas sinto que as pessoas não entendem seu ensinamento como o próprio Batman.

O que ficou evidente pra mim vendo esse filme foi o néctar que a filosofia aranha trazia de ensinamento e expiração para mim. Miles (protagonista) é alguém que não se encaixa na nova escola devido as diferenças de classes sociais. E no meio disso tudo surge seus poderes, outros homens aranhas, vilões é uma questão. O que ia fazer um garoto de origem humilde, tímido, atrapalhado e até medroso se torna um símbolo tão grande quanto é o homem aranha? Ao longo do caminho junto com o Miles descobrirmos essa resposta. Nada. Isso mesmo, absolutamente nada. O Miles sempre foi alguém especial, de bom coração, mas que não conseguia a coragem suficiente para ir mais longe. E tornamos a ressaltar uma frase dita no filme “A coragem não e dada ou de nascença, ela é conquistada”. Todos nós somos de certa forma especiais, assim como o Miles, mas também igual a ele a maioria de nós não tem tal coragem de acreditar em si e buscar ir além.

Ainda nessa linha há mais dois lados muito importantes para ser o “Homem aranha”. A responsabilidade e o fardo de querer ajudar. Mesmo desejando e de certa maneira até podendo salvar muitas vidas, não se pode salvar todas, isso realmente acontece na vida real com todos aqueles que gostamos e vemos autodestruir-se. E não podemos apoiar porque a pessoa não quer ajuda, é assim como Peter, Miles, Gwen… Devemos aceitar que não dá pra salvar a todos, pois, têm pessoas que não querem ser salvas. E por fim, ‘”Com grandes poderes vem grandes responsabilidades”. Essa frase para quem entende ou não, ela é muito sábia e praticamente anda sozinha sem precisar de qualquer contexto. Como humanos conscientes, no mínimo, temos inúmeras responsabilidades desde uma reciclagem simples a evitar que alguém seja atropelado. Isso sendo alguém normal, sem grana ou fama, só mais um no mundo. Eu realmente sinto que falta mais Miles ou qualquer outros tipos de homens aranhas no mundo. Que no caso, tenham consciência da sua responsabilidade e não alguém com poderes de aranha.

Um anime chamado one piece

Como explicar one piece?… Um pirata em busca de algo maior e mais abstrato objeto de desejo, simplesmente aquilo que todos já sonharam uma vez na vida: a maior liberdade possível!!

Chega a ser engraçado minha história com esse anime sensacional. Por anos evitei essa história longa que não parava de se estender, porém de um dia para o outro o “sim” ficou ecoando na minha mente. E sem nem perceber eu estava no episódio 243. Lembro-me claramente, porque é algo marcante na minha mente. Quando me dei conta de tal situação comecei a refletir sobre a obra muito além do entretenimento. Ela trás isso, a ficção não se distância quando se trata do tato humano, realmente algo tocante para aqueles que se abrem para apreciar. Não me recordo de uma obra aonde ri como uma criança apreciando um palhaço, chorei como um recém nascido e gritei de fúria com personagens que considero como parte da minha família. Existe ene momentos que poderia e gostaria de comentar, mas vou focar no macro da obra, é como ela teve efeito na pessoa que sou hoje.

Quero contextualizar o momento que vivia antes da obra, eu não me sentia muito confortável em quase lugar nenhum, como um tipo de desconforto sabe… Então nas vezes que sentia-me relaxado eu estava vendo animes, que na época era algo recente, e seus diversos mundos. Aonde apredia variáveis coisas em múltiplas áreas. Até me deparar com a “escassez”, irônico né, em uma indústria tão vasta isso soa quase como uma piada. Entretanto era o que eu senti naquela época. E one piece parecia viável, já que estava entrando nas férias do meio do ano. E não achava um decente ou interessante anime pra suprir esse vazio, então “porque não?”

Atualmente me encontro no episódio 1007. Sim aquela pequena pergunta no final do último parágrafo me rendeu isso… Eu tô juntando mais episódios, é algo que eu gosto de fazer. Durante o tempo que via a obra de Echiro oda, percebi certos pensamentos na gama de linhas do raciocínio humano. Entendi que sempre existirá um opressor, oprimido e aqueles que buscam quebrar isso. Que a justiça sempre prevalecerá, pois, os vencedores que fazem a “justiça”. Que a amizade pode ser seu maior tesouro, numa época que eu queria ser sozinho, conflitante, mas isso me ajudou. Não como um raio de luz na caverna, porém sim, como a contestação de uma ideia que vinha se esvaindo do meu ser. Que a guerra é fácil, por isso não precisa de muito pra acontecer, diferente da paz que precisa de esforços, relativamente, grandes e abdicações. E vários outros ensinamentos que levarei para vida.

A finalização da história não aconteceu ainda, junto com meu parecer completo da história. Até então é incrível e mesmo com possível final ruim, que eu acho improvável, ela está marcanda como umas das maiores da sua categoria. Não é perfeita, quase nenhuma obra é, porém e a que mais me marcou até hoje. E pra mim e o melhor anime longo que eu já vi. Não queria me extender nessa pequena proza sobre one piece na minha vida. Sei que ficou faltando, todavia o importante está presente.


Resenha (curta) do filme Eternos

Bom… Primeiramente queria ressaltar que essa é uma resenha crítica do filme baseado nas minhas opiniões.

O enredo do filme se passa ao longo da história humana mostrando o passado e presente nas perspectivas dos “Eternos”. Diferente dos outros filmes marvel, esse apresentar de certa maneira um ar novo nesse ambiente que estamos tão acostumados. Isso graças a liberdade artística que a diretora Chloé Zhao teve no filme. Os takes longos com os ambientes bem amostra, sem contar a cor e a fotografia bem marcante no filme. E Apesar de não seguir completamente a “formula Marvel” e ter essa coisa original, o filme ainda apresenta alguns detalhes da receita pronta. Alguns mais fortes outros mais sutis. É isso não me incomodou em nada, diferente do filme de viúva negra que é um claro exemplo da fórmula, é esse sim, me incomodou.

Falando agora um pouco mais dos personagens, que mais tiveram tempo de tela Sersi (Gemma Chan), Ikaris (Richard Madden), Druig (Barry Keoghan)
e Sprite (Lia McHugh). Apresentaram um química muito boa e atuação. O restante do grupo não apresentou mais minutagem no filme, contudo tem sua importância, habilidades, personalidades e desejos estavam bem nítidas do início ao fim. Isso e uma grande mérito para o roteiro que teve que apresentar novos personagens ao públicos e ao mesmo tempo mostra sua importância para o universo já estabelecido. O vilão também foi uma grata surpresa, até um pouco gratificante devo admitir. O pequeno plost no final caiu bem ao meu ver, não veio do nada e foi coeso com a história. O roteiro é bem fechado e certinho, acho que e o maior mérito desse filme.

Finalizando com uma pequena avaliação dos efeitos especiais. O todo estava muito bom, a reconstrução das cidades, os poderes e os antagonistas estavam em ótima qualidade. E vale um destaque especial para as cenas da velocista que são incríveis, eu adorei. Porém nem tudo são flores, alguns ficaram abaixo, como: as roupas da Athena, bonecos de CGI bem toscos em certas partes da batalha e fundos bem falsos quando fechavam mais nos atores.

E minha nota final pra Eternos é: 7,3

O início de Paulo Sousa…

Sei que ainda e cedo torcedor, mas uma avaliação até aqui do trabalho de Paulo Sousa é bem plausível. E quem sabe uma previsão de média a longo prazo.

 Após a saída de Renato gaúcho do comando do time, o clube teve uma dura missão de encontrar um técnico que fizesse com que o time voltasse a jogar bem e a convencer também. Posteriormente a saindo do Jorge Jesus (JJ), o Flamengo ainda não havia conseguido alcançar o nível de 2019, mesmo que em alguns jogos relembrasse o time histórico. De lá pra cá nenhum técnico durou mais que 7 meses no clube, todos contestados a parti de certo momento e saindo quase que enxotados do clube. Nisso em meados de fevereiro surge Paulo Sousa, um técnico português, que buscava a classificação para copa do mundo com a Polônia nas eliminatórias européias. Até sair para vim para o mais querido. 

  A princípio ganhou o apelido de “romântico” pelas sua coletivas e entrevistas. Seu primeiro jogo foi contra Boavista aonde ganhou bem. Seguindo assim até a derrota para o Fluminense, a única a frente do time até esse momento, aonde começou a rolar uma pequena turbulência. Alguns questionamentos sobre suas falas para os jogadores nas coletivas pós jogos. Foi o que mais se destacou e repercutiu na imprensa. Do mais nada muito acachapante.

 Falando agora mais sobre o conteúdo dentro das quatro linhas. Paulo Sousa aderiu a uma formação 3-1-4-2. Centralizando um pouco mais o Bruno Henrique e o Gabi, abrindo o Everton Ribeiro no lado esquerdo, até recentemente voltar para direita, e centralizando o Arascaeta, que pode cair tanto pra um lado quanto pro outro. As vezes com o BH um pouco mais aberto, com o Pedro e Gabi, podendo ter o Lázaro no setor também. A grande modificação no meio campo e na defesa, são a confirmação do Felipe Luis com um terceiro zagueiro e o surgimento incrível de João Gomes como um candidato a vaga de titular. Matheuzinho e Rodinei ganharam mais força como alas pela direita, assim como Lázaro pela esquerda, deixando Isla bem escanteado. Algo difícil já que o novo técnico roda bastante o elenco. Modificando os titulares quase em todos os jogos.

  O início é promissor, mesmo com alguns equívocos na escalação e substituições. Entretanto ainda que tenha perdido a super copa do brasil para o Atlético mineiro e ter partidas abaixo do esperado. Falhas individuais são o que mais afetam o time, erros na frente e atrás vem cobrando um preço para o início de trabalho. Contudo não podemos tampar nossos olhos para as boas atuações coletivas, especialmente contra botafogo e bangu. Já dirias alguns sábios só o tempo dirá se foi um acerto ou mais um equívoco. Mas o fato é há algo de bom e promissor no início de Paulo Sousa. Que poderá ou não se desenvolver bem.

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