A vida depois. (Fallout)

A vida depois.

Não estava realmente planejando escrever sobre esse filme. Mas hoje, pela manhã, ocorreu novamente um ataque a tiros numa escola em São Paulo. A primeira coisa que pensei foi justamente nesse filme. A temática está mais fresca possível e acho que preciso mastigar esse tema, especialmente hoje (23/10/23).

Eu sou um apreciador do trabalho da Jenna Ortega, dês de Vandinha, então eu fico de olho em alguns filmes que ele participa. Dentre esses filmes se encontra “a vida depois“. Procurei esse longa e vi rapidamente, nem cheguei a pesquisar sobre o que se tratava a história.

Inicialmente mostra uma jovem, sua irmã e uma família comum num geral sendo apresentada pela manhã. Nada a ser muito destacado, talvez, o estilo despojado da protagonista, mas nada hipnotizante para te prender ao filme. Essa sensação “blasé” que é mostrado cai subitamente por terra quando você ouve o primeiro disparo de arma de fogo. Apesar do escarcéu que fica na cena, gosto da direção no momento, o fato de não mostrar nada deixa tudo mais cru. Pois, imagino eu que a sensação de estar em tal situação é confusa e estressante. Com certeza o apogeu do
filme se encontra aqui, não dos personagens, mas provavelmente em tensão.

A partir desse momento, bases foram quebradas e relações surgiram. Uma busca sensível e agoniante, para àqueles que já viveram o mesmo ou não, vai adiante com a protagonista e sua nova amiga. Procurando, inicialmente, voltar ao “normal“, porém no final do filme percebemos que não vai acontecer essa tal volta. O término do longa tem um grande tom melancólico, pois ao conseguir retomar a vida finalmente. Todo esforço para voltar ao estágio 1, saindo do 0, pode facilmente ser quebrado com uma única notificação no celular.

O filme tem seus acertos, alguns pequenos momentos que realmente senti que estava presenciando um documentário ou desabafo. Entretanto, não são só flores, alguns momentos “cômicos” não divertem e fazem decair um pouco a pauta que o filme quer falar, às vezes também cai em coisas _”série adolescente”_ nada a ver.

Apesar de gostar do nome em português, gosto mais do termo utilizado para o filme em inglês “Fallout“. Entre alguns significados existem: “restos” e “efeito colateral” que conversam sutilmente com alguns elementos do filme. A principal reflexão que fica no todo do filme é o tamanho do estrago, não somente físico, mas psicológico e social que uma pessoa pode fazer ao atacar uma escola. O efeito dominó que essa pessoa cria em vários ambientes familiares diferentes.

A vida depois tem seus momentos, é bem atual, infelizmente, vale a pena dar uma olhada quem sabe no futuro com outra cabeça. Estou curioso para saber como será. Minha nota atual é
6.6

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