Ela é demais pra mim.

Ela é demais pra mim.


Num geral, o gênero “comédia romântica” tende a ter suas histórias muito parecidas. Famosos por seus clichês icônicos, como, por exemplo, a ida até um aeroporto para impedir que sua amada vá embora, entre várias outras. Entretanto, há histórias que, dependendo do diálogo entre o filme e o telespectador, valem muito apena.

  Ela é demais pra mim, traduzido de maneira até “ok“, porém sem a graça e um certo peso do original, algo como Ela está fora da minha league. Conta a história Kirk, um membro da segurança do aeroporto, sem muito prospecto nesse emprego. Além de ter vivido um único relacionamento a vida inteira com uma mulher, que o largou a mais de um ano. Ele vive tentando reatar esse tal “namoro” enquanto convive com seu grupo de amigos que conhece desda infância.

O plost do filme se inicia quando o mundo de Kirk muda por completo, quando uma jovem mulher belíssima e bem sucedida se interessa por ele.

A concepção de beleza é irracional e totalmente relativa. Porém, a ideia de que alguém, principalmente mulher, fosse gostar de alguém na média em vários quesitos e de certa forma até feio, gera o núcleo principal do filme. Essa diferença, muitas vezes até monetária, geram o lado cômico e também os questionamentos que o longa trás.

A interação entre Molly e Kirk não tarda a começar, algo muito agradável de presenciar, não sei se devido à comédia ou um roteiro simples, porém bem executado. O fato é que a química entre eles é algo que compramos sem dificuldade. A grande questão, até já falada, é que como alguém como a Molly pode se interessar por alguém como Kirk, um, entre aspas, fracassado.

Gosto que o filme mostra como o protagonista, apesar de tudo que é falado e mostrado dele, é um homem do bem, gentil e bastante gente boa. Um cara legal, que faz até nós, o público, querer ser amigo dele. Todavia, infelizmente, um grande amigo e sua família vivem reforçando de forma recorrente como ela é uma nota 10, enquanto ele é no máximo um 5.

Chega um determinado momento que todo essa questão envolvendo a distância, em vários sentidos, entre Molly e Kirk chega ao ápice, junto a uma explosão de insegurança e falta de autoestima de Kirk. Acabando em uma briga entre eles. Molly acaba revelando que vem de um relacionamento, segundo ela mesma, fútil, baseado totalmente na beleza, inclusive ainda foi traída. Por isso, quando avistou Kirk, viu alguém “seguro“, alguém que provavelmente não faria o mesmo que seu ex.

A grande “lição” do filme é bem óbvia, mas como ela é feita, especialmente no final, deixa aquela sensação agradável. Retomando ao início do texto sobre clichês, era inegável que alguém ia parar no aeroporto e aqui foi a Molly, com a ajuda do amigo que falava que ela era boa demais para o Kirk. Essa mudança de alguns personagens vem claramente quando eles resolvem aceitar quem eles são, parando de ligar para as aparências.

Ela é demais pra mim, tem uma história simples, personagens simples, conceito simples. Um longa simplório e extremamente agradável para àqueles que buscam um bom e velho clichê de comédia romântica, com algumas risadas e leves reflexões.
Deixo minha nota 7.3

Deixe um comentário

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora