Clube de luta de meninas.
Um filme “inteligente” rico em roteiro, direção e atuação são maravilhosos de assistir. São esses tipos de filmes que criam cinéfilos ou críticos amantes dessa nobre arte. Todavia, há filmes que simplesmente existem para desligar o cérebro, esses, a meu ver, são os que criam uma certa relação mais afetiva conosco. Tanto que sentimos falta desse tipo de produção depois de um certo tempo sem ver. Isso ocorreu comigo hoje em questão.
Aí surge: Clubes de luta de meninas, na tradução para português, que não tem nada a ver com o título original. Imagino que fizeram tal tradução pensando nas semelhanças com o filme Clube da luta (1999), que o longa brinca tanto.
Esses besteirol despretensioso
é basicamente a história de duas grandes amigas homossexuais, que buscam numa mentira, um boato espalhado após uma confusão, a criação de um clube de lutas para mulheres, com fins de pegar as mesmas.
A ideia desse roteiro por si só já atiça sua curiosidade, as protagonistas são interpretadas por Rachel Sennott e Ayo Edebiri, que faz a Sidney em “the bear“, são ótimas atrizes para comédia. Fora alguns outros atores, com seus destaques. Não existe a invenção da roda aqui, alguns clichês você nota chegando a 5km de distância, mas de uma maneira quase sem noção. O filme cumpre realmente a tarefa de “desligar o cérebro” com honras. Ao decorrer do longa você acaba adentrando nas intrigas e personagens se divertindo e questionando-se sobre o que está vendo (num bom sentido, às vezes não). Não ofende ninguém, principalmente o espectador, divertido-o. Com um clima de ensino médio nos anos 80’s, porém contemporâneo, criando cenários bem charmosos e atrativos.
Clube de lutas para mulheres com certeza foi uma diversão momentânea para apreciar um bom e velho besteirol para jovens e adultos. De forma fácil e com alguns temperos que o deixa singular.
Deixo uma nota de 6.9
